Consumismo - Entrevista
Pesquisas recentes mostram que vaidade e consumo são os fatores mais almejados pelos jovens hoje em dia em primeiro e segundo lugares. 36% da população brasileira em geral assumem que ''ir às compras'' é uma atividade fundamental e precisa ser praticada frequentemente.
O problema começou desde a época em que o capitalismo começou a ser adotado mundialmente, afinal ele é o principal vilão do consumo. Todos os produtos oferecidos pelo mercado mundial precisam ser consumidos para que a economia e os meios tecnológicos continuem em andamento, se por exemplo as pessoas parassem de consumir, tudo entraria em um verdadeiro colapso gerando principalmente o desemprego.
Contudo, as coisas não funcionam bem assim, o que era pra ser uma prática consumista moderada acabou se tornando um verdadeiro exagero de compras. A medida que a tecnologia aumenta o ato de ''comprar e gastar'' também aumenta. Os produtos que à dois meses eram novos, agora são literalmente ultrapassados. E, como se não bastasse, essa bola de neve tem um aliado, a publicidade.
A publicidade se caracteriza pela utilização racional de tais instrumentos para convencer, modificar e prender a atenção de um público sobre determinada ideia, produto ou marca. O desejo de ter e de poder se torna tão agradável e ao mesmo tempo tão ''indispensável'' que a maioria acaba caindo em tentações. Mas boa qualidade de vida e consumo exagerado não adam de mãos dadas, o consumismo vem trazendo problemas desastrosos ao meio ambiente.
O problema é que, para favorecer o desejo de ''ter'' da população, ocorre o desgaste da matéria-prima dos produtos usados, que muitas vezes mesmo sendo renovável se transforma em lixo e quando não é renovável simplesmente se acaba. Esse risco do desgaste inconsciente da matéria-prima se tornou tema de uma Conferência feita pela ONU a alguns anos e ficou conhecida como ''ECO-92: Como construir uma sociedade bem ordenada e justa, garantindo o equilíbrio entre a natureza e os produtos?''. Infelismente, pouco se resolveu sobre o assunto, o consumo em excesso continua crescendo e desgastando cada vez mais desenfreadamente.
É preciso consumir com consciência de que tudo aquilo que é usado e depois jogado fora vai parar em algum lugar e vai se acumular gerando, não só o desgaste da matéria-prima como também a total ajuda para a escassez dela, e que ser escravo do supérfluo, por melhor que pareça, nada mais é do que uma falta de liberdade.


